O Arquiteto como aliado estratégico na valorização do Investimento Imobiliário
- Ana Carolina Santos

- 14 de jan.
- 2 min de leitura
Investir em imobiliário em Portugal exige hoje muito mais do que identificar uma boa localização ou negociar um preço justo. Num mercado onde o investimento imobiliário cresceu cerca de 10% em 2025, com foco crescente em qualidade, eficiência energética e sustentabilidade, o papel do arquiteto revela-se decisivo para maximizar o retorno do investimento e acelerar processos de venda.

Otimização e valorização através do design funcional
O aproveitamento inteligente do espaço representa um dos contributos mais tangíveis do arquiteto para a valorização imobiliária. Portugal tem registado uma tendência crescente para espaços habitacionais de dimensões mais reduzidas, especialmente nas áreas urbanas de Lisboa e Porto, onde a procura supera largamente a oferta disponível. O arquiteto possui formação específica que o habilita a unir criatividade, técnica, funcionalidade e estética, contribuindo diretamente para a valorização do imóvel.
A arquitetura funcional, que valoriza a simplicidade, a eficiência e o aproveitamento máximo dos recursos disponíveis, está a ganhar cada vez mais espaço nas casas portuguesas. Esta abordagem não se limita à estética: integra conceitos de ergonomia, iluminação natural, ventilação cruzada e circulação fluida entre ambientes, elementos que influenciam diretamente o conforto dos utilizadores e, consequentemente, a atratividade comercial do imóvel.
Num investimento imobiliário, cada metro quadrado conta. O arquiteto transforma limitações em oportunidades, maximizando o potencial de valorização.
Imóveis com design exclusivo, assinados por profissionais qualificados, ou que apresentam características únicas são altamente valorizados no mercado. Esta valorização traduz-se não apenas no preço final de venda, mas também na rapidez com que o imóvel é comercializado. Em Lisboa e Porto, imóveis bem concebidos e apresentados podem ser vendidos em poucas semanas, comparativamente aos 3 a 6 meses de média nacional.

Eficiência Energética: Investimento com retorno comprovado
A certificação energética tornou-se um fator crucial no mercado imobiliário português, influenciando diretamente o valor de mercado de uma propriedade. Imóveis com classificação energética elevada (A ou A+) tendem a ser mais valorizados, uma vez que garantem menores custos operacionais com aquecimento, arrefecimento e preparação de águas quentes sanitárias.
O arquiteto, ao conceber o projeto desde a fase inicial, integra soluções de eficiência energética que podem reduzir até 30% do consumo energético de uma habitação. Entre estas soluções destacam-se:
Orientação solar adequada para maximizar ganhos térmicos no inverno e minimizar sobreaquecimento no verão
Isolamento térmico eficiente em paredes exteriores, cobertura e pavimentos
Sistemas de ventilação natural e iluminação que aproveitam recursos naturais
Integração de energias renováveis, especialmente painéis solares térmicos e fotovoltaicos, aproveitando a exposição solar privilegiada de Portugal no contexto europeu
Estas medidas não apenas reduzem a pegada ecológica do edifício, mas também se traduzem em vantagens fiscais concretas. Propriedades com boa classificação energética podem beneficiar de reduções no IMI e IMT, além de programas de financiamento específicos para melhorias energéticas.
Para considerar
Para o investidor, a sustentabilidade deixou de ser uma opção para se tornar um requisito. Em 2025 e 2026, a procura privilegia imóveis com certificações energéticas, que se tornam obrigatórias nas decisões de compra e investimento.
A intervenção do arquiteto desde a conceção inicial garante que estes critérios sejam integrados de forma harmoniosa e económica, evitando adaptações posteriores dispendiosas.



